A maneira mais eficaz de proteger seus dados de possíveis problemas com desastres naturais, invasões ou mau funcionamento é por meio da criação de backups. Porém, são muitas variáveis a serem consideradas na hora de criar os backups de sua empresa. Uma delas é o tempo de restore.

Possuir uma estratégia de backup para cuidar dos problemas citados é essencial, mas ter a certeza de que a rotina de restore vai funcionar no momento em que for demandada é ainda mais crucial para o seu negócio.

O motivo é simples: seu switch pode pegar fogo, seu servidor pode queimar, seus colaboradores vão colocar o sistema errado no ar  e o usuário pode deletar todo o seu histórico — tudo isso no fim de semana que você foi viajar com a família.

Uma rotina de backup funcional e que possa ser posta em prática em tempo hábil pode ser a diferença entre um simples incomodo e um grande prejuízo. Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura e fique de olho!

O que é o tempo de restore

Vamos iniciar conceituando o que é o tempo de restore. Esse conceito diz respeito ao tempo que será levado para o backup ser restaurado e a base voltar a ficar disponível no servidor.

O tempo de recuperação do backup vai considerar uma série de variáveis, que serão descritas adiante. Inicialmente, o que você deve levar em consideração é nem sempre um backup com um volume maior será o que levará mais tempo para ser restaurado.

Como fazer o cálculo do tempo de recuperação

Para estimar o tempo de restore de um banco de dados, são considerados itens da infraestrutura do banco, como índices, restrições, variáveis, entre outros.

Ao calcular o tempo de recuperação, temos em mente uma estimativa, pois não há como saber o tempo exato que o servidor levará para executar todo o restore. Sendo assim, a maneira mais segura de executar esse cálculo é por meio de um teste.

Teste de restore

Você deve observar o tamanho e complexidade do seu backup e, então, criar um banco de dados de teste com uma diversidade compatível — porém, com tamanho reduzido, próximo de 10% do tamanho do seu banco atual.

Ao realizar o backup e restore do banco modelo, você vai chegar a um valor que deverá ser multiplicado por 10. O tempo encontrado é a estimativa de restore do banco original!

Para facilitar o processo, algumas ferramentas de gerenciamento já realizam esse tipo de estimativa conforme recuperam o backup.

Qual é a melhor estratégia de backup Entretanto, como evitar ficar horas fora do ar durante a recuperação dos dados?

Uma estratégia muito utilizada hoje para diminuição do tempo de restore é realizar um backup particionado, dividindo informações cruciais para que o negócio continue funcionando mesmo que nem todos os dados estejam disponíveis.

Dessa maneira, é possível diminuir o tamanho do backup essencial para colocar no ar os sistemas. Além disso, a sua empresa voltará a funcionar muito mais rápido, evitando maiores transtornos.

Viu só? Pode ser complicado lidar sozinho com a gestão de TI, porém, ela tem potencial de auxiliar sua empresa a obter o máximo em produtividade. Entre em contato com a Diferencial TI e vamos te ajudar não só a reduzir seu tempo de restore, mas também a gerir de forma equilibrada a sua gestão de tecnologia!

Felipe Lucena
CTO & Partner