Hoje, pensar em um mundo sem Internet parece loucura. Certamente, a ausência da rede causaria uma espécie de apocalipse tecnológico, visto que as aplicações de milhões de empresas e governos baseiam-se fortemente na estrutura e nos protocolos da rede, com cerca de 1,7 bilhão de domínios registrados (de acordo com dados do Internet Live Stats). E tentar imaginar como seria a atualidade se a web jamais tivesse existido parece uma tarefa impossível.

A verdade é que, embora a internet tenha se tornado um recurso fundamental para a humanidade, ela é muito recente na nossa história. A rede surgiu há apenas 30 anos, em 12 de março de 1989, quando Tim Berners-Lee criou a World Wide Web (www).

Tendo em vista a breve história da rede, é ao mesmo tempo sinistra e maravilhosa a sua evolução e como ela passou a ser um elemento básico da rotina de pessoas ao redor de todo o mundo.

nova_cta_especialista_2

De mecanismo para centralização de dados de pesquisa, a Internet assumiu o lugar dos principais recursos de entretenimento, onde pessoas já gastam mais tempo online do que em frente à TV, por exemplo. Ela também substituiu e trouxe mudanças para as telecomunicações em geral, desde o envio de cartas instantâneas (pelo e-mail) até as tecnologias de VoIP.

E não para por aí. A rede revolucionou as relações interpessoais, a publicidade, as atividades empresariais, as gestões de governos, etc. A lista parece ser infinita! Diante da importância que um recurso tão jovem tomou e das evoluções que conseguiu sediar em apenas três décadas de existência, não poderíamos deixar de falar no assunto.

Por este motivo, preparamos um post especial em comemoração à data. Continue conosco nesta leitura para saber: em 30 anos de Internet, o que mudou?

Antes de qualquer coisa: entenda a origem e a história da Internet

Como já mencionamos anteriormente, a rede foi criada por Tim Berners-Lee em 12 de março de 1989. Mas o físico britânico não tinha ideia dos rumos que a web tomaria. Inicialmente, como com qualquer outra invenção, a Internet foi criada para atender a uma necessidade pontual.

Trabalhando na Organização Europeia de Pesquisas Nucleares (Cern), sediada na Suíça, Berners-Lee desenvolveu o recurso com o objetivo de facilitar o compartilhamento de informações entre pesquisadores. A ideia era dispor de uma ferramenta que automatizasse a troca de informações científicas entre pesquisadores e instituições de ensino.

Cabe destacar que, embora popularmente (e até aqui mesmo, neste artigo) utilize-se o termo Internet como sinônimo de web, na verdade as duas não são a mesma coisa. A Internet já existe desde a década de 60.

O assunto que estamos tratando aqui é a história da web (www), que é uma metodologia de ordenação do conteúdo que pode ser acessado por meio de uma conexão à Internet. Na prática, quer dizer que a web, por meio de códigos HTML e os chamados endereços baseados em URLs com protocolo de transferência HTTP, otimizou e ampliou o acesso ao uso da Internet.

Então, vejamos quais são os principais marcos da web, a Internet como conhecemos hoje:

    • Em 1989, Berners-Lee descreve em documento a World Wide Web;
    • No Natal de 1990, entra de fato em operação o primeiro servidor em um browser. Ou seja, a web começa a funcionar;
    • Em 1993, a Cern determina que a web deve ser de domínio público. No mesmo ano, é lançado o navegador que deu popularidade ao recurso, o Moisac, permitindo que imagens e textos sejam empregados de forma integrada;
    • Em 1994, Berners-Lee funda o World Wide Web Consortium, que padroniza a web;
    • No ano de 1995, surgem os gigantes Internet Explorer, Amazon.com e MSN; além do Netscape, o primeiro browser comercial. No período, também é lançada a linguagem que até hoje é a principal para os programadores web, o Java Script;
    • Em 1997, surge a Netflix (acredite se quiser!);
    • Em 1998, o Google é fundado;
    • Em 2001, é a vez da Wikipedia;
    • 2003 é marcado pelo lançamento do primeiro recurso de transmissão de voz na web, o Skype;
    • Em 2004, são lançados tanto Orkut quanto Facebook. A segunda rede atingiu seu auge tornando-se a maior rede social da história em 2012, data em que a primeira já estava em declínio há alguns anos, culminando com seu encerramento em 2014;
    • 2005 foi ano do lançamento do YouTube, que em seguida, no ano de 2006, tornaria-se propriedade do Google;
    • Em 2009, foi lançado o WhatsApp, bem como o Bitcoin, cujo valor evoluiu de 34 centavos de dólar por unidade para 3.851 dólares na data do aniversário de 30 anos da web;
    • No ano de 2014, surgiu o Marco Civil da Internet, que regula o uso da rede no Brasil e é referência para diversas nações.

Mas, todos estes acontecimentos só foram possíveis por causa da evolução dos recursos da Web, que aconteceram em ritmo exponencial. A seguir, veremos as modificações pelas quais a rede passou nestes 30 anos!


cta_especialista

A evolução dos recursos

Antes do lançamento da web, alguns recursos que utilizamos até hoje já existiam. Um exemplo disso é o e-mail, sistema que foi implementado na Internet no ano de 1972. A grande questão é como ocorreu a (veloz) evolução deste e de outros recursos.

O próprio sistema de troca de mensagens, que inicialmente permitia apenas a comunicação por meio de textos, hoje preserva os requisitos básicos (endereço eletrônico e mensagem), mas permite o uso de ferramentas adicionais. Neste contexto, a tecnologia atualmente permite a formatação dos textos, compartilhamento de imagens, hiperlinks, documentos em diversos formatos e até GIFs animados.

Um aspecto que cabe ser destacado é a evolução da comunicação na rede. Projetada para o compartilhamento de informações e pesquisas científicas, a etiqueta (netiquette) que regia a rede era impecável. A distribuição de mensagens em massa, o popular spam que conhecemos (e odiamos) hoje era impensável nos primeiros momentos da web.

Neste cenário de evolução, pensar nos navegadores é imprescindível. Após a liberação da web para uso público, desenvolvedores começaram a projetar os browsers, o que levou a uma expansão do número de usuários, levando a uma duplicação a cada 18 meses.

Ainda assim, mesmo que já por meio da comunicação via protocolo IP, estes usuários tinham à sua disposição somente recursos básicos, já utilizados pelos pesquisadores que usavam a rede antes da abertura comercial. Isto incluía além dos e-mails, listas de discussão (os chamados threads, parecidos com os fóruns) e os chats.

Com a internet discada, eram disponibilizados provedores que no Brasil cobravam tarifas predominantemente fixas para oferecer acesso à rede. Com a evolução deste processo, surgiram os provedores gratuitos, que disponibilizaram novos recursos, como conteúdo informativo e jornalístico.

Os browsers comerciais também abriram as portas para as vendas online. Deste modo, surgiu a necessidade de aumentar a segurança na rede, que começou pela assinatura digital, método de criptografia para identificação. Os sistemas de comércio eletrônico ainda empregam este sistema, que funciona como um par de chaves, a fim de garantir a segurança dos dados confidenciais em uma transação na web.

O compartilhamento de conteúdo

As nuances da privacidade na web não se restringem à troca de dados em transações comerciais. Com a melhora e a popularização das tecnologias, as opções em compartilhamento de recursos trouxeram à tona novos desafios.

Nos primórdios do uso comercial da rede, o simples carregamento de uma imagem era uma tarefa demorada. Com o aumento da velocidade e as vantagens da transição da comunicação discada para a banda larga, os recursos de compartilhamento midiático se expandiram rapidamente.

Este fenômeno, em conjunto com o desenvolvimento da fotografia digital e o aumento do acesso aos recursos de vídeo e de edição de conteúdo, transformou a rede em um centro de compartilhamento pessoal. Primeiramente, o processo ocorria em portais, que dispunham de cada vez mais ferramentas para atrair os usuários. O compartilhamento entre os próprios usuários se populariza nos fóruns e salas de bate papo, e se consolida como uma grande fatia do uso da web com a criação e a popularização das redes sociais.

Neste contexto, Orkut, Facebook, Youtube e Whatsapp, cada um a seu tempo, provocam uma revolução nos relacionamentos pessoais. Deste modo, muitos advogam que, ao mesmo tempo em que aproximam, estas ferramentas distanciam as pessoas, que cada vez mais se valem destes recursos para interagir.

Neste cenário, a privacidade e os direitos autorais e humanos passam a ser um grande foco de preocupação. A infração aos direitos de imagem, vídeo e música e a livre distribuição de documentos não autorizados tornam-se extremamente fáceis e poderosas ferramentas de controle e poder.

Mesmo com todos os protocolos e ferramentas de segurança, os próprios usuários colocam em risco sua privacidade. Além disso, junto com os profissionais de TI e amadores, que trabalham no desenvolvimento de soluções que aprimoram os recursos, surgem os hackers, que tentam burlar os sistemas de segurança e acessar dados e documentos confidenciais.

O acesso e uso indevido de dados também passam a atingir outras esferas com a evolução da Internet. Um caso expressivo foi o escândalo da Cambridge Analytica, que usou, sem autorização, dados privados de mais de 87 milhões de usuários cadastrados no Facebook, presumidamente levando a uma expressiva mudança no cenário político mundial.


cta_especialista

Prognósticos para o futuro e a opinião do criador

Como você pôde notar, a web sofreu uma infinidade de rápidas evoluções. Em parte, estas se deveram ao acesso liberado para usuários e desenvolvedores, e em parte pelo avanço das tecnologias em telecomunicações e mídias, processo retroalimentado pelo aperfeiçoamento da própria rede. Desta forma, vantagens e riscos são associados ao uso da ferramenta, fenômeno esperado para qualquer recurso de uso massivo e democrático.

Para Berners-Lee, é flagrante a forma como a rede ao mesmo tempo deu voz à públicos marginalizados e a grupos de ódio. Assim como concedeu acesso à informação a pessoas isoladas do conhecimento, e é utilizada por entidades de diversos níveis, inclusive de Estado, para violar a privacidade dos usuários.

De acordo com o físico, tendo em vista as transformações da rede nestes 30 anos, seria uma atitude derrotista não admitir que possam surgir novas mudanças, como leis, regulamentações e sistemas de segurança que melhorem o uso da web. Assim, Berners-Lee afirma que lutar pela saúde no uso da rede é uma das grandes causas atuais.

Neste ínterim, diversas previsões para o futuro da rede começam a aparecer e se concretizar. De um recurso para o compartilhamento de pesquisas científicas à biblioteca global, sistema de informações médicas ao compartilhamento de informações pessoas, conteúdo cultural à venda de produtos e serviços, mais e mais aplicações são desenvolvidas para uso na Web.

Duas delas são a automação e a Internet das Coisas (IoT), que revoluciona tecnologias e permite o controle e a configuração remota de equipamentos de todos os portes. Além disso, outros prognósticos visam profetizar o que a rede tem reservado para seu futuro.

Um destes cenários é o Transumanismo. O conceito filosófico, quando integrado aos recursos da web e às evoluções da neurologia e outras ciências da saúde, estima que em breve, no futuro, recebamos as atualizações da rede diretamente em nossos cérebros. E que novas implicações este processo traria para as questões de privacidade?

 


cta_especialista

Conclusão

Por outro lado, ao mesmo tempo em que a privacidade reduzida parece ser uma ameaça às pessoas, ela também pode agregar recursos no combate à corrupção organizacional e estatal. Com o uso de ferramentas transparentes e automatizadas de orçamento público, bem como pela facilidade de acesso aos dados dos próprios governantes, seria possível também vigiar melhor as ações governamentais.

A Inteligência Artificial também está cada dia mais se tornando uma realidade. Desde equipamentos industriais que pouco a pouco assumiram os empregos de operadores humanos, com os recursos da web e a evolução nas programações, as máquinas começam a dispor de sistemas de análise e aprendizado autossuficientes com base em dados de sua própria operação, bem como a de outros sistemas, disponibilizados online em tempo real.

Além destes, muitos outros recursos de análise, desenvolvimento, automação e comunicação prometem figurar entre as próximas mudanças pelas quais a rede vai passar. Se você quer continuar antenado com as novas tecnologias e recursos desta rede que não para de evoluir, fique ligado nas nossas postagens e não esquece de assinar para receber  nosso conteúdo no e-mail. E se tiver alguma dúvida, entra em contato com a gente ou comenta aqui no blog. 

[]’.

About Felipe Lucena

Fundador da Diferencial TI, amante do futebol e comprometido com a ideia de criar serviços e soluções de TI que promovam o ambiente necessário para que outras empresas possam ir ao máximo do seu potencial.