Backup Confiável precisa ser premissa para a perenidade dos negócios. Porém, são poucos os profissionais que já saíram do automático, pararam de fazer apenas o básico e dedicam-se com disciplina e responsabilidade a proteger as informações das organizações.

Alguns mitos e meias-verdades estão sempre em pauta e acabam sendo incorporados ao dia a dia de quem trabalha com TI, mas é importante entender melhor as variáveis, antes de assustar-se demais, ou de menos, quando o assunto é proteção de dados.

Afinal, como disse o título desse artigo, ter um backup confiável, principalmente na hora do aperto, é o que vai garantir a sua permanência em uma empresa.

Para te ajudar nesse caminho, trouxemos 4 mitos sobre o tema, aos quais você precisa estar atento para potencializar a segurança de informações.

1. Mantenha-se a salvo de vírus

Vírus como Ransomware são realmente comprometedores às empresas, especialmente por contarem com negociação de “resgate” junto aos hackers. Porém, é importante lembrar que outros riscos podem afetar a segurança dos dados de modo devastador. Adivinha só? Os humanos e as causas naturais!

Pode até parecer ultrapassado, mas preocupar-se com tempestades, terremotos e até mesmo deslocamento de placas é relevante para gerenciar backups. Afinal, eles estão em algum lugar físico, certo?

Falhas humanas, como a má execução de um arquivo, já podem ser fatais. Por isso, instrua e engaje seus funcionários.

2. A GDPR vai punir todas as empresas do mundo

Calma aí! Não é bem assim. Você deve ter ouvido falar do Regulamento Geral de Proteção de Dados, que passou a vigorar em 25 de maio de 2018.

A medida, aprovada pela Lei da União Europeia, afetará especialmente os integrantes do Bloco Europeu. Se sua empresa mantiver contato direto com algum países membro, algumas regras contam para você.

Entre elas, estão a linguagem compreensível acerca das políticas de privacidade, prazo de 72 horas para avisar aos clientes de seus serviços em caso de informações em risco e direito a “esquecimento” de dados. Bem melhor, certo?

3. Ter Google Drive é ter backup

Que o sistema em nuvem é uma mão na roda, não tem como negar. Ainda assim, é importante diferenciar os serviços de backup e investir em um profissional, que deve garantir a proteção dos dados de uma empresa.

Entenda que o armazenamento em nuvem tem como objetivo viabilizar o acesso remoto de arquivos, e o backup na nuvem, protegê-los. Armazenados + a salvo de ameaças, os dados são protegidos por cópias rotineiras.

Adotar serviços de cloud computing como parte do backup auxiliam na gestão remota das rotinas de atualização e na cópia Offsite do Backup. Tudo isso facilita a restauração do conteúdo, caso aconteça algum desastre de causa humana ou tecnológica.

A alternativa implementada pelo backup deve seguir um dos métodos mais seguros, que atende à regra 3-2-1.

4. Fazer backup uma vez por semana é suficiente

Na verdade, tudo varia de acordo com o tamanho da empresa. A frequência diária de backups é ideal para a segurança das informações na rede, agindo enquanto medida preventiva em casos de perda de dados por roubo, ciberataque, desastres naturais e falhas humanas.

Minimize os problemas. Some à rotina a tecnologia de criptografia de dados de ponta a ponta para afastar os hackers e impossibilite o acesso de quaisquer conteúdos sem uma palavra-chave de “descriptografia”.

Conclusão

Fique de olho nas inovações tecnológicas, inclusive, no que diz respeito aos riscos e tipos de vírus que podem adentrar nos sistemas utilizados pela empresa.

Uma Governança de TI pode dar uma forcinha na hora de ficar de olhos “beeeeeeem” abertos sobre todos os processos tecnológicos.

Vinicius Durbano,
CEO da Eco IT