A governança de TI surgiu dentro das empresas como uma forma de organização de toda tecnologia que está à disposição da empresa. De modo a potencializar sua função de suporte, é uma ferramenta em favor de ações que promovem lucratividade e de operacionalizar práticas que previnem contra os erros. Por isso em sua definição, a governança de TI é um conjunto de práticas, que atuam em prol das ferramentas e também dos recursos do setor de TI.

Importante salientar que a gestão de TI, além de promover práticas internas ao próprio setor, também atua em toda empresa. Estas ações devem ser adotadas por todos os setores com o fim de otimizar seus trabalhos e tornarem-se mais competitivos nos negócios. Por isso, ela caminha junto ao planejamento estratégico, pois fazem partes das intervenções em favor do alcance de metas e dos grandes objetivos definidos pela empresa.

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A gestão de TI age como se fosse uma ampliação da governança corporativa. Esta sim comanda toda a empresa, ela é quem vai pautar todo o relacionamento interno entre as chefias e colaboradores, além de prover práticas a favor do monitoramento e também do incentivo. A governança de TI tem suas ações dentro do próprio setor, assim cumprindo com suas metas e particularidades, mas tendo papel fundamental no todo da gestão. Quando ela é implementada corretamente, todos os sistemas e softwares utilizados funcionam corretamente, em benefício do coletivo.

Uma das ações fundamentais promovidas pela governança de TI é a guarda de informações da empresa. A segurança de dados é imprescindível para o desenvolvimento de quaisquer atividades. Para além disso, ela também é essencial para que haja sempre produtividade dos sistemas e softwares que foram adotados, de tal forma que eles funcionem em plena capacidade e por mais tempo.

A Tecnologia da Informação (TI) segue sendo uma das áreas que mais desenvolve práticas, ações e desenvolvimento de softwares e hardwares. Ela se mantém como promissora no mercado e como elo vital para toda a empresa, que depende cada vez mais dela. O que leva a compreender que a governança em TI não é somente algo a ser implementado para o presente, mas de fundamental importância para o futuro, possibilitando investimento nos lugares certos e resultados acima do esperado.

Defina o melhor modelo de trabalho a ser implantado através da governança de TI

Os modelos de trabalho, também chamados de frameworks, fazem parte da governança de TI. Eles são importantes para que as métricas estipuladas sejam alcançadas e para que a gestão seja eficaz. Por isso, é essencial que esteja definido desde o início qual método a equipe irá seguir, porém sempre atentando-se ao que a empresa quer e ao seu planejamento. Os mais comuns frameworks são três: Cobit, ITIL e PmBOK.

O Control Objectives for Information and Related Technology – Cobit – é o mais comum dos frameworks, presente em diversas empresas pelo mundo, tanto que já está em sua quinta versão. Os especialistas incentivam o seu uso, porque é possível, através dele, testar e garantir a qualidade dos serviços. Através de um sistema próprio de métricas, possui recursos que vão desde sumário executivo à mapas de auditorias, além de um guia com técnicas de gerenciamento.

No Information Technology Infrastructure Library – ITIL – há uma mudança de perspectiva, já que ele não foi criado para atender a empresa em si, mas o público que dela consome produtos ou serviços. Por isso o ITIL trabalha através de bibliotecas para cada módulo de gestão. Por ter esta natureza de ações, este framework objetiva mais as ações dentro do próprio setor de TI e não em relacionamento com toda a empresa, uma vez que ela não é o foco.

Por fim, o Project Management Body of Knowledge – PmBOK – tem como objetivo o gerenciamento de projetos a fim de aprimorar o desenvolvimento e o trabalho dos profissionais de TI, portanto seus projetos estão voltados para a área. Ele aperfeiçoa as técnicas, ferramentas e habilidades que são necessárias para gerir um projeto. As ações do PmBOK primeiro estão voltadas para o setor, que uma vez capacitado atua para toda a empresa.

 

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Compreenda o que é melhor para a empresa

Para compreender qual modelo de governança de TI é o mais adequado para a empresa, deve haver uma análise dos processos que ela aplica e administra. Deste modo, é imprescindível que sejam elaborados relatórios que listem as necessidades e que definam quais são os pontos de interseção entre o setor de TI, em favor dos objetivos de todo o negócio.

Dentro destes relatórios devem conter as ações por nível hierárquico e de importância, além de prover orientações como gestão de riscos e de recursos, o alinhamento estratégico com o todo e de como será a avaliação do desempenho. A partir desta avaliação, podem-se estabelecer as prioridades para o momento atual ou em longo prazo. O modelo de gestão de TI escolhido tem que englobar todas as questões necessárias, sem ignorar nenhuma situação, mesmo as imprevistas.

A governança em TI em favor do desenvolvimento do setor

Defina métricas adequadas às características da empresa

Para o desenvolvimento satisfatório da governança de TI dentro da empresa, algumas posturas devem ser adotadas, a começar pela adoção de métricas apropriadas, que refletem a realidade. Dessa forma, pode ser que seja necessária a mudança de algumas características de funcionamento, desde a mais alta gestão até as atividades de um simples colaborador. O desempenho passa a ser a palavra de ordem e todos precisam trabalhar a favor do objetivo.

As métricas são definidas, porque todo o trabalho tem que ter parâmetros e objetivos, se não fosse assim não haveria a necessidade de tê-las. Deste modo, é importante que as avaliações sejam feitas regularmente e a revisão destas métricas reorganizadas a medida que se tornam desatualizadas. Elas são referências dentro das práticas da governança de TI, devem estar de acordo com o que está sendo planejado. Por ela a gestão analisa o quanto do trabalho de TI está sendo proveitoso.

Estimule a equipe com capacitações e treinamentos

O desempenho da equipe é algo a ser lapidado durante todo o processo, a curva deve ser ascendente sempre. Não é simples se adaptar a governança de TI, isto leva tempo e esforço, contudo precisa ser incentivado continuamente. Toda implementação de novo modelo de trabalho ou de equipamentos deve contar com treinamentos, desta forma, a equipe precisa aprender para poder atuar. As empresas devem investir em capacitação como cursos, congressos, workshops e palestras de autoridades no assunto.

Integre os setores às atividades do TI

Como já explicitado, a governança de TI trabalha de forma integrada com toda a gestão da empresa, atendendo o planejamento estratégico traçado. A partir da compreensão deste princípio, os processos implementados pelo TI devem ser transparentes. As grandes tomadas de decisão têm que acontecer em conjuntos, com a participação de todas as gestões. Contudo, para que isso aconteça elas devem ter conhecimento do que acontece dentro do setor.

A instituição deve ser informada a todo o momento das ações e planejamentos definidos dentro do setor de TI. Desta forma ela pode contribuir com ideias, prover novos planos de ação para toda a empresa e pode ter decisão final sobre os objetivos elementares. O que leva à conclusão que o setor de TI não define especificamente a aplicação dos seus recursos, mas sim em conjunto com a gestão principal. Ele não é independente e a governança de TI atua na relação dele com os demais setores.

 

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Busque a atualização das tecnologias

E se estamos tratando do setor que gerencia as tecnologias implementadas dentro da empresa, ele deve estar sempre em busca de novas tecnologias inovadoras. Um setor de TI que não busca atualização e modernização se torna estagnado e pouco atuante. A evolução é um dos objetivos quando se constitui a governança de TI. Fazer uso das últimas descobertas e tendências é estar na frente da concorrência, o que é importantíssimo para toda a empresa.

A governança em TI promove o amadurecimento da equipe e de suas práticas

Estabelecer a governança de TI de maneira adequada às características e objetivos da empresa é elevar toda a equipe de TI a um nível superior de maturidade. Trata-se de um investimento em práticas, pessoas, equipamentos e recursos para atuar segundo um objetivo, mas independente disso, também nas vivências profissionais. Ter projetos de TI estratégicos é como prover o alimento para que ela viva e trabalhe a favor do que está estabelecido no plano estratégico de TI.

A governança em TI segue a gestão através de projetos, programas e portfólio, os 3Ps da gestão. O responsável pelo setor de TI mais do que conhecer tecnicamente sobre os serviços e recursos disponibilizados, tem que ter conhecimento amplo em gestão. Ele tem que saber guiar e organizar a sua equipe buscando o alcance das métricas estabelecidas e os objetivos da empresa. A sua participação e formação é de suma importância para o sucesso da governança.

 

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Conclusão

A maturidade de TI não será alcançada de uma hora para outra, é um processo. Não é fácil implementar a governança em TI porque muitas práticas precisam ser adaptadas ou completamente modificadas. A equipe precisa de formação, acesso a tecnologias e desenvolvimento pessoal de comprometimento com o plano estratégico.

O importante é que não haja estagnação, pode levar tempo até alcançar a maturidade, porém ela nunca deve ser tomada como completa, pois sempre há algo novo para aprender e aplicar. E se você deseja implementar a governança de TI na sua empresa, me envia um e-mail que eu posso te ajudar, felipe.lucena@diferencialti.com.br, ou deixa um comentário. 

Forte abraço! 

About Felipe Lucena

Fundador da Diferencial TI, amante do futebol e comprometido com a ideia de criar serviços e soluções de TI que promovam o ambiente necessário para que outras empresas possam ir ao máximo do seu potencial.