Quando falamos em Governança de TI, é correto afirmar que para entender sobre o assunto, é importante saber que desde o surgimento dos primeiros computadores, muito se avançou em relação à TI dentro das empresas.

Antes, nós tínhamos uma baixa capacidade computacional, porém, graças aos últimos 20 anos de avanços tecnológicos, temos acesso a múltiplas possibilidades que facilitam os processos de inúmeras formas de negócio.

Com isso, as empresas investem consideravelmente em TI, a fim de que tenham um uso eficaz e, que contribua para os negócios, das ferramentas e recursos do setor de TI.

Leia esse post até o fim e esclareça todas as suas dúvidas sobre o assunto!

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Por que é importante?

Como essas ferramentas vêm evoluindo com o tempo e a cada dia vêm surgindo novas possibilidades, as empresas, cada vez mais, têm demandado de profissionais advindos de diferentes áreas para desenvolverem um eficiente trabalho em TI.

Pessoal para administrar as questões relativas às finanças, pessoal capacitado para as atividades de marketing, o próprio pessoal para a Tecnologia de Informação e por aí vai… Cada equipe, junto com seus diretores, terão suas funções específicas, de forma a conduzir projetos em tecnologias que favorecerão o desenvolvimento das empresas.

No entanto, essas equipes precisam “conversar” entre si, isto é, elas devem realizar projetos que trabalhem de modo impulsionar os negócios dentro do mesmo caminho.

Dessa forma, cada área de TI precisa se adequar à empresa, atendendo aos seus prazos, custos, expectativas, no geral, para conduzir os projetos em tecnologia da melhor forma. Isso significa que cada equipe de TI deve estar de acordo com o andamento dos negócios e suprir aquilo que a empresa precisa.

Daí a importância da Governança de TI. Se cada área da empresa realizar medidas que não convergem entre si ou que são estão de acordo com as estratégias da organização, o uso de TI perde suas funcionalidades.

Portanto, cada diretor – o financeiro, o de marketing e o de TI – precisa tomar decisões não de forma isolada, de modo a evitar conflitos entre as áreas.

É muito comum perceber conflitos tecnológicos, de base de dados, de arquitetura ou, até, de fornecedores.

Uma empresa não pode correr o risco de passar por inúmeras iniciativas tecnológicas acontecendo simultaneamente, pois, assim, sua TI não consegue garantir consistência e qualidade do trabalho em geral, não disponibiliza suporte suficiente a todos e, assim, manter um adequado desempenho desses tantos projetos.

Evitar conflitos é uma ótima solução

Para evitar esses conflitos, foram criadas estratégias que visam uma melhor administração de todas as equipes envolvidas com a área de TI das organizações. São modelos de referência que auxiliarão a Governança de Tecnologia da Informação, de modo a favorecer cada tipo de organização.

Esses modelos servem para as empresas terem um planejamento e uma melhor organização, de forma que cada área da TI “converse” entre si e não entrem em conflito, fazendo com que os desenvolvimentos em ti caiam por água abaixo.

Algumas empresas criaram seus modelos próprios, que você pode seguir e fazer as adaptações necessárias de acordo com as demandas das empresas.

A seguir estão modelos mais comuns e como eles podem ser aplicados.

ISO/IEC 38500 – A Governança Corporativa de Tecnologia da Informação

No site da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), você encontra a norma NBR ISO/IEC 38500:2009. O interessante é que a ISO/IEC 38500 pode ser aplicada por empresas públicas e privadas e dos mais variados portes. Você só precisa adaptar sua arquitetura às necessidades do seu negócio.

A norma ISO/IEC 38500 tem como objetivo a promoção eficaz da Tecnologia da Informação nas organizações. Seguindo essa norma, as equipes de TI possuem suporte organizacional e de como monitorar a TI para cumprir de forma eficaz seus projetos.

A ISO/IEC 38500 se baseia em seis princípios para uma boa governança de TI. A saber: Responsabilidade, Estratégia, Aquisição, Desempenho, Conformidade, Comportamento Humano.

E a norma atribui aos diretores três tarefas principais: avaliar o uso atual e futuro da TI incluindo estratégias, propostas e os fornecedores, orientar a preparação e a implementação de planos e políticas para assegurar que o uso da TI atenda aos objetivos do negócio e monitorar que as políticas e o desempenho definido nos planos estejam sendo seguidos.

Seguir a norma é aplicar nas estratégias de TI o ciclo Avaliar-Dirigir-Monitorar para cada princípio apresentado acima.

Um exemplo: aplicar o ciclo no princípio da responsabilidade consiste em avaliar as responsabilidades, dirigir cobrando que as responsabilidades sejam cumpridas e monitorar de forma a garantir que cada responsabilidade recebida seja compreendida e aplicada de forma apropriada.

O uso dessa norma é interessante, pois ela evita grandes riscos, aproveita bem as oportunidades e garante que as obrigações sejam cumpridas, por meio de uma aplicação das responsabilidades.

CobiT – Control Objectives for Information and related Technology

O CobiT foi desenvolvido pela ISACF23. Ele vem se aprimorando com o tempo, já que foi criado em 1994, mas as últimas atualizações trouxeram estratégias bem pertinentes no que diz respeito a TI.

O modelo CobiT busca garantir que as tarefas em TI sejam feitas da melhor forma em relação às necessidades de cada negócio. Isso significa que ele é um modelo mais genérico, um “esqueleto”, que identifica os procedimentos mais comumente utilizados nas funções da TI, podendo ser aplicado por gestores ou operadores.

Ele se sustenta em cinco áreas: o alinhamento estratégico, agregação de valor, gerenciamento de recursos, gerenciamento de riscos e a medição de desempenho. Trata-se de um modelo que garantir boas práticas de planejamento e organização, monitorando e avaliando o desempenho da TI.

Assim, o investimento em recursos tecnológicos da empresa é feito de forma planejada e são acompanhados, observando se as metas estão sendo cumpridas. No modelo CobiT, uma organização de TI se subdivide em quatro Planejamento e Organização, Aquisição e Implementação, Entrega e Suporte, Monitoração e Avaliação.

Outro ponto interessante é que ele garante o controle das atividades por meio de objetivos. Assim, sua empresa extrai as informações de controle de cada processo de TI e as compara com os objetivos de controle. Isso garante que pequenas falhas sejam previamente corrigidas, uma prevenção das estratégias que busca melhorar todo o processo.

O CobiT define que as empresam meçam as situações em que se encontram e monitorem as ações de melhorias. Esse um bom modelo, porque busca cobrir todas as atividades envolvendo TI, frisando nas metas das empresas.

Ele, portanto, pode ser aplicado a níveis mais estratégicos, como guia e avaliador dos processos de melhora das organizações.

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Conclusão

Esperamos que você tenha gostado deste artigo sobre Governança de TI. Se quiser saber mais sobre este e outros assuntos, entre em contato conosco agora mesmo.

Se preferir, você pode entrar em contato comigo pelo meu e-mail lameck.oliveira@diferencialti.com.br ou deixar um comentário aqui no blog. 😉

 

[]’s,

Lameck Oliveira